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Yoga 101: Os quatro caminhos do Yoga

  • Mar 23, 2020
  • 3 min read

Como dissemos no último post, Introdução ao Yoga, o yoga é a união entre o eu limitado e o Eu Verdadeiro. Quando estamos desconectados de nosso verdadeiro eu, também estamos mais longe de encontrar nossa liberdade (ou moksha). Essa desconexão é chamada avidyā e pode ser rastreada até a inconsciência de nossa mente sobre quem somos, nossa identidade individual e a realidade de que tudo no universo está conectado.

De acordo com o Vedanta, uma das filosofias espirituais mais antigas do mundo, baseada nos Vedas, o avidyā é causado por três impurezas da mente:

  • Mala: significa degradação física e mental. As impurezas físicas são fáceis de eliminar, mas as mentais estão fixadas nas profundezas da nossa consciência e podem ser mais difíceis de nos livrarmos.

  • Vikshepa: são os distúrbios internos e externos que nos atormentam. Nossa mente tem a tendência de sempre passar de um pensamento para outro, podemos até desenvolver mecanismos para bloquear distúrbios externos, como ruídos e sensações, mas os internos, como sentimentos e traumas, são mais difíceis de controlar.

  • Avavana: é a cortina de "não saber" que confunde nossa mente. Esse véu é a razão pela qual não reconhecemos quem é o nosso verdadeiro eu e que gera separação do resto do universo.

Como discutimos no post anterior, o Yoga não é apenas sobre a prática, não é uma modalidade de condicionamento físico, nem uma combinação de respirações e posturas. O yoga é um caminho para redescobrir quem somos e retornar a uma vida de paz, felicidade e liberdade eternas. O Vedanta descreve quatro caminhos do yoga para nos ajudar a dissipar essas impurezas mentais e restabelecer nossa conexão com o resto do universo, seguindo a Verdade que já conhecemos em nossos corações: nossa existência está além de nosso corpo, mente, emoções e intelecto. Estes são os quatro caminhos do yoga:


Karma Yoga | o yoga da ação e serviço altruísta O karma yoga purifica o coração e reduz o ego, eliminando tendências egoístas, encorajando ações altruístas sem expectativa de reconhecimento ou recompensa ou apego. A ação em si não é o mais importante, mas sim, a atitude e o propósito durante a ação. Ao mudar nossa atitude, espiritualizamos nosso trabalho, convertendo-o em sacrifício e adoração. Aprendemos a servir os outros com tolerância e paciência, sendo capazes de experimentar a alegria de apoiar as pessoas ao nosso redor. Um ótimo exemplo de um karma yogi bem conhecido é Madre Teresa.

Bhakti Yoga | o yoga da devoção Acredita-se que a falta de fé no Divino é a principal causa da perda de conexão com o nosso Eu Verdadeiro. A solução proposta pelo Bhakti Yoga é a devoção e a rendição ao Divino, canalizando a emoção para o amor. Mantras, puja e rituais devocionais são alguns exemplos desse caminho que nos leva a um nível mais alto de consciência e união com o Supremo e traz humildade, compaixão e amor incondicional. Rāja Yoga | o yoga da meditação Nossa mente inquieta é constantemente levada por pensamentos que nos desconectam do nosso verdadeiro Eu. A solução proposta por Rāja Yoga é acalmar ou restringir as ondas de pensamento, controlando corpo e mente e transformando energia mental e física em energia espiritual através dos '8 membros do Yoga' ou do 'Sistema Ashtanga Yoga', culminando em meditação e em um estado superconsciente. A maioria das aulas de ioga conhecidas hoje são baseadas nesse caminho. Jñāna Yoga | o yoga da vontade e do intelecto Jñāna Yoga é o yoga da sabedoria e do conhecimento. Esse caminho afirma que nossa ignorância baseada no ego nos impede de conhecer nossa verdadeira natureza. Através dos ensinamentos do Vedata (lógica e razão), o iogue usa a mente para investigar sua própria natureza e, através dessa prática, aprende a divindade essencial, a unidade da vida e a unidade da consciência. Isso remove os véus da ignorância e do esquecimento através do conhecimento e revela a verdade que é imutável em nossos corações.


Qual é o melhor caminho para mim? Cada caminho permitirá que você se conecte com diferentes áreas do seu verdadeiro Eu, limpando impurezas, e nos dando mais clareza e compaixão para lidar com o que nos rodeia e como nos conectamos com o universo.

Você pode escolher um e iniciar, ou incorporar uma combinação de técnicas diferentes à sua rotina, mas o mais importante é que as conexões profundas e a liberdade só são alcançadas com a prática frequente e contínua, cada prática e linha de estudo precisa ser incorporada como parte da sua rotina, crescendo e se desenvolvendo à medida que sua consciência sobre o seu verdadeiro Eu evoluir dentro de você. Namaste

 
 
 

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